sexta-feira, 13 de julho de 2012

Lídia a tintureira


Nas origens da igreja cristã quase sempre se encontram mulheres. Elas estão no sepulcro vazio; elas testemunham a ressurreição de Jesus; elas participam intensamente da vida das primeiras comunidades, embora nem sempre recebam o destaque merecido nos documentos à nossa disposição. Especialmente uma mulher foi decisiva para a expansão da fé e a promoção da vida comunitária nos inícios da igreja.
Trata-se de uma tintureira e vendedora de púrpura, apelidada de Lídia por causa de seu lugar de origem. Essa mulher foi a primeira pessoa do continente europeu a abraçar a fé cristã. O capítulo 16 de Atos dos Apóstolos fala dela.
Lídia morava na cidade de Filipos, na atual Grécia, um importante centro comercial e cultural romano. Ela era proveniente de Tiatira, uma cidade da região da Lídia, na atual Turquia, e migrara para Filipos provavelmente em busca de melhores oportunidades de sobrevivência. Era, portanto, uma das muitas mulheres que saem de sua terra para encontrar meios de vida para si e sua família em outros cantos do mundo. Nada se diz sobre se era casada ou não. Como não se menciona um marido, talvez fosse viúva ou solteira. Nesse caso, ela seria uma dessas pessoas que têm que sustentar sozinhas a família. Atos 16 menciona que ela possuía uma casa. Provavelmente mais pessoas moravam com ela e precisavam ser sustentadas.
Lídia trabalhava com púrpura: fabricava a tinta, tingia e vendia o pano. Era um trabalho pesado e nocivo à saúde. Era uma mulher estrangeira na cidade romana de Filipos, que buscava ganhar sua vida.
Em tudo isso, Lídia não desleixava a sua religiosidade. Ela era “temente a Deus”, ou seja, uma simpatizante da fé judaica. Juntamente com outras mulheres, ela se reunia, aos sábados, num lugar de oração judaico fora da cidade, junto às águas de um córrego (Atos 16.13-15). Aparentemente, nesse lugar de oração predominavam as mulheres. Não sabemos por que não são mencionados homens.
De qualquer forma, o texto bíblico afirma que Lídia “escutava” as palavras dos apóstolos e que “o Senhor lhe abriu o coração para atender as coisas que Paulo dizia” (v. 14). Essa mulher deixou-se batizar juntamente com os outros moradores de sua casa e constrangeu os apóstolos a hospedar-se em sua casa. Assim, sua casa tornou-se o lugar de encontro da primeira comunidade em solo europeu.
Chamam a atenção duas características dessa comerciante: em primeiro lugar, Lídia estava atenta àquilo que os apóstolos lhe diziam e descobriu nisso algo de extrema importância para sua vida. Em segundo lugar, ela partilhava o que tinha com outras pessoas. Ela oferecia, primeiramente, a sua casa como lugar de pousada para os apóstolos iti­ne­ran­tes – também Lídia já fora uma mi­gran­te. Além disso, a casa de Lídia tornou-se o ponto de encontro dos cristãos da cidade e até um esconderijo para cristãos perseguidos pelas autoridades da cidade.
Essa hospitalidade que partilhava o domicílio, o íntimo da vida fami­liar, tornou-se constitutiva para a vida da igreja cristã. O aconchego da casa era oferecido aos visitantes e aos irmãos e às irmãs na fé, tornando-se, assim, um espaço de celebração e culto. A casa de Lídia tornou-se um exemplo de casa aberta para receber irmãos perseguidos e visitantes de fora. A hospitalidade tornou-se, depois disso, uma das mais importantes características da igreja cristã. Além disso, o culto no aconchego do lar tornou-se símbolo da estreita comunhão entre pessoas diferentes, mas iguais no amor de Deus.



(Nelson Kilpp- Pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil- Especialista em Antigo Testamento. Texto cedido pelo autor, publicado na Revista Novo Olhar nº 33 - Editora Sinodal).

sábado, 7 de julho de 2012

Pastorado: Uma profissão que exige vocação





Pela terceira vez Jesus lhe perguntou:

-Pedro, tu me amas?
-Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo.
-Pastoreia as minhas ovelhas!


Um dia desses, ao fazer uma visita pastoral a uma brasileira que reside na mesma cidade que eu, ela me falou com voz queixosa:

-Na minha igreja, no Brasil, o pastor cuida do seu rebanho. Aqui eles não têm tempo, é tudo diferente. É como se eles não se importassem…

Durante aquela visita, tentei fazer o melhor que pude para amenizar a falta que ela sentia do seu pastor. Não sei se consegui, mas sempre passo pela casa dela ou telefono para saber se está tudo indo bem.

Mas aquela queixa me fez refletir sobre o nosso papel enquanto pastores e pastoras junto ao nosso rebanho. E fiquei pensando nas diversas maneiras de entender o que significa “ser pastor e pastora”.

Para muitas pessoas das igrejas, o pastorado é visto como um sacerdócio, ou seja, uma vocação. Isso pode significar que:

-Não importa para onde for enviado ou enviada, o pastor ou a pastora deve aceitar trabalhar em qualquer lugar, seguindo o “chamado”.
- Deve haver completo desprendimento do pastor ou da pastora, que deve estar sempre a serviço e disponível para a comunidade, mesmo que isso signifique trabalhar de domingo a domingo.
-A família, no caso do pastor, especialmente a esposa também deve dedicar-se ao serviço voluntário da igreja.  O “esposo da pastora” ainda não é tão cobrado. Por que será?
-Não importa o salário, afinal o vocacionado ou a vocacionada vive por “graça”

Conhecemos casos de pastores e pastoras que enfrentaram muitas adversidades para realizar o seu trabalho pastoral. A história dos missionários que para cá vieram com suas famílias nos mostra isso. Também conhecemos inúmeras “esposas de pastores” que, muitas vezes, deixaram de ter sua própria profissão para ajudar o esposo no pastorado tornando-se musicistas, professoras de escola dominical, coordenadoras dos trabalhos de mulheres ou assumindo outras tantas tarefas. O quanto isto afetou as suas vidas pessoais é um capítulo da história a ser escrito. Sabemos que pastores e pastoras viveram, muitas vezes, da caridade dos fiéis e não de salários dignos. Alguns, por força das circunstâncias, até  exercem o pastorado de forma voluntária e ganham seu sustento de outra maneira. O quanto isso pode estar afetando as comunidades locais é algo que muitas igrejas já estão  refletindo.

Sabemos que é importante que qualquer escolha profissional seja feita com base em alguns requisitos. No caso do pastorado não é diferente. Sim, precisamos pensar no pastorado também em termos profissionais. O trabalho pastoral é árduo e exige muito preparo e dedicação. Será que é por isso que é difícil encontrar estudantes de teologia que queiram assumir o pastorado?  
Não basta conhecer a Bíblia, hoje o exercício pastoral está muito mais exigente. Precisa-se  de muitas horas de estudo e preparo. Afinal, o público também está cada dia mais e melhor informado. Continuamos com a obrigação de não apenas conhecer a Bíblia, mas também conhecer bem a realidade em que estamos pregando o evangelho. Ampliando e atualizando o conselho de Karl Barth: O pastor e a pastora precisam estar com a Bíblia em uma mão e com o jornal e a internet na outra. Sem falar na constante atualização teológica, pois a reflexão e produção teológica séria na América Latina é imensa. Se, antes, a nossa fonte de pesquisa era predominantemente a teologia norte-americana e europeia, hoje nos voltamos mais e mais para a produção latino-americana, por causa de sua reflexão contextualizada que fala a partir de e para nossos problemas.

Além de muito estudo e preparo, o pastor ou a pastora tem que entender um pouco de tudo; deve ser uma espécie de profissional dos “sete instrumentos”.  Vejamos:

-Deve ter boa didática para preparar e saber dar uma boa aula da Escola Dominical, senão corre o risco de o pessoal não aparecer.
- Deve ser bom pregador ou pregadora para concorrer com aquele programa de TV ou jogo de computador, que pode ser muito mais interessante.
-Deve saber elaborar uma boa liturgia, que seja contextualizada e atraente, mas sem descambar para um programa de auditório.
-Deve ser conciliador/a para lidar com o dia a dia da comunidade e saber resolver os problemas que surgem.
-Deve entender de psicologia, porque tem a tarefa do aconselhamento e cuidado pastoral e precisa saber como acolher uma pessoa que necessita de uma palavra, uma oração ou simplesmente a presença amiga
-Deve ter liderança boa e positiva, para motivar as pessoas a trabalharem em conjunto, senão vai acabar fazendo tudo sozinho.

Além de tudo isso, vem a doação. E é aí que muita gente desiste mesmo. O pastor e a pastora é a pessoa que não tem praia no domingo. Natal e Ano Novo em família? Se morarem em cidades diferentes, pode desistir. Também  não dá para, no final do expediente, simplesmente fechar a porta e ir para casa e esquecer o trabalho, pois a morte, a doença, o desespero não tem hora para bater na porta dos fieis nem manda recado. E faz parte da função pastoral acompanhar o seu rebanho.
Também o constante exercício da paciência e do equilíbrio é extremamente necessário. Ninguém vai ao consultório médico para opinar sobre o tratamento que ele deve prescrever. Ninguém vai dizer à advogada como ela deve elaborar a defesa de um cliente ou como ela se deve portar no tribunal. Não se diz ao bancário como ele deve trabalhar. Mas, no trabalho pastoral, todo o mundo se sente no direito de falar, criticar e, se possível, ensinar ao pastor e à pastora como deve agir.

De fato, não é fácil ser pastor ou pastora. É praticamente impossível que alguém atenda a todos os requisitos apresentados acima. Mas, muitas igrejas ainda exigem que alguém que queira abraçar o pastorado atenda a esses requisitos.  Será que é por causa dessa exigência que está diminuindo drasticamente o número de candidatos e candidatas ao pastorado?
Algumas profissões necessitam de uma vocação e preparo especial. O pastorado é, sem dúvida, uma delas. Eis a diferença quando se exerce uma profissão apenas por obrigação e quando a exercemos por vocação: o profissional cumpre apenas a sua obrigação, o vocacionado cumpre a sua obrigação e dá mais um pouco de si. Estudar, atualizar-se, estar à disposição daqueles que precisam de cuidado, encontrar o melhor momento para ir ao encontro daqueles que estão fragilizados, angustiados, oferecendo-lhes apoio – tudo isso faz parte da vocação pastoral. Por isso, o pastor e a pastora não se importam em não viajar com a família em datas festivas quando a família da fé precisa dele ou dela (Lc 9,57-62). 

Procurei saber de algumas colegas de pastorado de outras denominações cristãs por que elas gostam de ser pastoras. Algumas responderam, outras me confessaram que estavam mesmo se questionando sobre isto. Encontrei algumas respostas que vieram ao encontro do meu sentimento.

Que outra profissão nos dá a alegria de poder estudar a palavra de Deus junto com o povo e ver alguns conceitos irem se formando e, por outro lado, alguns preconceitos irem sendo deixados de lado? Que outra profissão nos dá a possibilidade de trabalhar com as diversas faixas etárias e ver o amadurecimento da fé? Perceber que a partir do estudo da Bíblia e da reflexão sobre a nossa realidade vão se estabelecendo relações mais justas e solidárias? Que outra profissão nos dá a alegria de ver que aquela criancinha que um dia seguramos no colo para batizar, hoje é um jovem ou uma jovem atuante na igreja, levando uma vida saudável? Ou que aquele casal cujo matrimônio abençoamos há tantos anos ainda continua junto e feliz? Que outra profissão nos dá a sensação boa de ter estado ao lado de alguém que precisou muito das nossas orações, de nosso apoio em momento difícil?  Que outra profissão nos dá a alegria de terminar um culto e ver que as pessoas saíram animadas, desafiadas ou confortadas com o que foi dito? Que outra profissão nos dá a possibilidade de crescer com outros grupos na troca de experiências de fé? São tantos aspectos prazerosos e compensadores!
Sou de uma geração de pastores que precisava ter outro trabalho para manter-se. Hoje olho para trás e vejo como fui negligente em muitos aspectos. Sempre correndo, sem ter tempo para tantas coisas importantes. Espero um dia corrigir esta falha.
Penso que, já no processo de escolha pastoral, a igreja deveria deixar claro o perfil de atividade pastoral que espera e, por outro lado, o pastor ou a pastora precisa deixar claro qual o perfil do trabalho eclesial que pretende desenvolver. Isso evitaria futuros desencontros e desilusões. O pedido que Jesus fez a Pedro é um pedido que, na verdade, faz a todos e todas nós, não somente ao ministro ordenado. O sacerdócio é de todos os crentes, por isso a comunidade também é chamada a participar da missão da Igreja de acordo com os seus dons. Pastores e pastoras não são perfeitos, a presença da comunidade em oração, intercessão e aconselhamento é importante e sempre bem vinda.
 Sim, sem dúvida, o trabalho pastoral é árduo e exige mais do que uma preparação profissional, exige entrega de vida. Assumir o pastorado é dar um sim ao chamado de Deus, tendo consciência de que o trabalho que realizamos não é mérito próprio, mas ação do Espírito Santo. Seremos cobrados pelo muito que nos foi dado. Isso fica claro no texto de Lucas 12,41-48, que traz orientações específicas de Jesus para os seus discípulos. Exercer o pastorado é, antes de ser um privilégio, uma responsabilidade.
Que possamos um dia olhar para trás e afirmar como o apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, acabei minha carreira e guardei a minha fé”. Amém.  

                             Revda Sônia Gomes Mota. 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A importância dos símbolos cristãos


Liturgia combina com arte, beleza e mistério.
Uma parte  nós fazemos e a outra nos é dada.
Não quero um Deus que compreenda,
que seja do tamanho do meu pensamento.
Quero um Deus maior.
Um Deus em que possa acreditar
mesmo sem entender...
(Rubem Alves)


Quero começar este artigo compartilhando uma conversa que tive, há algum tempo, com um amigo que estava fazendo um curso de liturgia. Lá pelas tantas, ele fez o seguinte comentário:

-          Sabe o que eu descobri? Que o símbolo litúrgico mais usado pela minha igreja é a samambaia, ela está não só no altar como também espalhada por todo o templo e é ela só, nada mais.

Rimos bastante imaginando a tal samambaia “simbológica”. Mas depois fiquei refletindo sobre o comentário e fui obrigada a reconhecer que, em muitas de nossas igrejas, a situação não é diferente.  
Antes de continuar a leitura, convido você a um exercício: feche os olhos e relembre o altar da sua igreja, o que tem lá? Qual ou quais os símbolos cristãos que estão no altar simbolizando uma experiência com o sagrado?
Pessoalmente consigo visualizar diversas igrejas que não têm símbolo cristão nenhum. Só paredes vazias, o púlpito, a mesa com uma toalha, na maioria das vezes branca, sem nenhum adorno litúrgico e um vaso de flores, que, a princípio, não é símbolo, mas objeto de decoração.
Quando exercia o pastorado em comunidade, algumas vezes fui criticada e questionada por usar veste pastoral, paramentos litúrgicos e colocar velas no altar. Algumas pessoas, talvez por não compreenderem o seu significado, achavam que eu estava me aproximando demais dos “católicos”, como se esses paramentos fossem exclusividade da Igreja Romana. Interessante é que se tolera que um pastor vista terno e gravata, roupas típicas de banqueiros, empresários e executivos, e que uma pastora use roupas da moda, mas têm-se dificuldades de aceitar o uso de vestes pastorais. Assim como os médicos são reconhecidos pelos jalecos brancos e os juízes, nos tribunais, por suas togas, as vestes pastorais querem lembrar a função de quem as utiliza.
A Bíblia afirma que Jesus é “a luz do mundo”. Não podemos ter uma vela simbolizando esta luz? Pregamos sobre a cruz de Cristo e o seu significado, a cruz está presente em muitos hinos. Não podemos colocá-la no altar das igrejas?
Fico pensando por que existe essa aversão aos símbolos cristãos e tenho duas suspeitas. Gostaria de abordá-las rapidamente.

Iconoclastia – uma triste herança

A reforma protestante não foi um movimento uniforme; os reformadores, às vezes, também tinham divergências.  Alguns grupos da Reforma protestante achavam que todas as imagens   tinham que ser destruídas por afrontarem a Deus (cf. Êx 20.4-6). Eles invadiam, portanto, os templos para destruir e queimar imagens, esculturas, quebrando vitrais e causando uma das maiores destruições de arte sacra que a história já testemunhou. Chamamos esses radicais de iconoclastas.
É certo que os Reformadores concordavam que havia muitos abusos nos cultos de sua época,  mas eles assumiram posturas diferentes diante de certas tradições: Lutero, por exemplo,  defendia que se deveria manter o que não fosse explicitamente condenado pelas Escrituras. Já Calvino queria que se mantivesse apenas o que era ordenado por Deus nas Escrituras. Em relação aos símbolos litúrgicos, Lutero teve, portanto, uma postura mais compreensiva, pois via neles um importante recurso pedagógico. As imagens ajudavam a divulgar o Evangelho, em especial, a analfabetos. Calvino, por outro lado, aboliu a simbologia nos templos reformados, de modo que o culto calvinista tornou-se um “culto nu”.
Em uma das minhas visitas a uma Igreja Reformada, aqui na Alemanha, uma professora de Escola Dominical para crianças comentou que foi chamada pelo presbitério porque, depois de contar a história de Noé, solicitou às crianças desenharem a cena. Isso foi considerado perigoso, pois, segundo o conselho, as crianças poderiam incorrer na tentação de também desenharem Deus, o que iria contra a proibição de imagens. A professora também não podia utilizar imagens como recursos visuais. Fico pensando a dificuldade dessa professora para transmitir um conhecimento às crianças sem poder usar nenhum recurso visual. Hoje sabemos que a proibição de imagens no Antigo Testamento surgiu, em primeiro ligar, porque as imagens eram adoradas em lugar do Deus vivo e, em segundo lugar, porque elas eram utilizadas em rituais mágicos, na tentativa de manipular Deus.
O momento histórico da Reforma protestante do século XVI suscitou também posturas e atitudes radicais. O princípio do sola scriptura (“somente pela Escritura”) lamentavelmente foi interpretado por alguns como “somente pelo discurso”, levando ao desprezo de diversos símbolos que nos ajudam a lembrar os elementos importantes da nossa fé.


Protestantismo brasileiro –  religião proibida

A segunda suspeita tem a ver com a história do protestantismo no Brasil. As igrejas protestantes brasileiras precisaram de muito tempo para ter sua liberdade de culto. A primeira constituição brasileira de 1824 permitia apenas o culto doméstico ou em casas sem nenhuma forma ou característica de templo, como sino, torre, etc.  Somente com a constituição de 1891 é que se pode falar de uma liberdade de culto, quando os protestantes não mais precisavam se esconder.
Seria esta uma herança que trazemos até hoje e que nos faz ser tão descuidados com o aspecto simbólico dos nossos templos? Talvez nos tenhamos acostumado com as proibições da época do Império e continuamos evitando que nosso templo tenha aparência de templo.


A linguagem dos símbolos

Quando as palavras não são suficientes para expressar tudo o que sentimos ou estamos vivenciando, a poesia, a metáfora, os símbolos são excelentes auxílios. O símbolo é uma realidade visível que representa ou está em lugar de uma realidade invisível. Ele não é sujeito nem objeto, ele apenas remete a uma experiência e deve fortalecer crenças e práticas. Ele é elemento essencial no processo de comunicação.
Em épocas antigas, o símbolo era essencial para o processo de aprendizado da fé. Imaginem as pessoas que não sabiam ler, o quanto a experiência visual com vitrais e imagens bíblicas era importante para reter a mensagem que estava sendo pregada.
O teólogo Paul Tillich escreveu: “Se o símbolo perde o seu poder, a religião perde a sua inspiração”. Penso que Tillich não queria afirmar que a religião se reduz aos símbolos, mas destacar a grande importância destes para a vida de fé.  
Um símbolo aponta para além de si, revelando aquilo que ele representa. Uma cruz é mais do que mera cruz; ela rememora o sacrifício de Cristo por nós. A cruz no altar não é um ídolo,  mas um símbolo que aponta para aquele que por nós sofreu e morreu na cruz. E esse símbolo pode fortalecer a nossa fé.  
Deus fala conosco através da sua Palavra, dos sacramentos, de cânticos, gestos (bênção, abraço da paz) e também através de símbolos que ajudam a fortalecer as nossas crenças e práticas.
O próprio Jesus recorreu a símbolos quando queria explicar algo ao povo que o seguia: ele falava dos lírios do campo para falar da providência divina (Mt 6.25-34), da ovelha e do pastor para falar do cuidado de Deus (Jo 10.1-18) e escolheu o pão e o vinho como símbolos do seu corpo e sangue (Lc 22.19-23).


Os símbolos - uma riqueza litúrgica

Se o calendário cívico comemora os feitos humanos, o calendário do ano cristão aponta a para atividade criativa e redentora de Deus.

As cores litúrgicas, que podem estar presentes nas vestes pastorais, nas vestes do coral, nas toalhas de mesa e nos antepêndios do púlpito ou da estante de leitura, simbolizam as diferentes épocas do ano cristão. Ao entrar no templo, o povo já pode sentir-se envolvido pelos atos de Deus na nossa história.  
  • O branco e o dourado simbolizam a glória e a manifestação divina. Essas cores são usadas para celebrar a obra redentora de Cristo (Natal, Epifania, Batismo do Senhor, Transfiguração do Senhor, Páscoa, Ascensão do Senhor e Trindade).
  • O vermelho, símbolo do fogo e dos mártires, é cor da celebração do Espírito Santo e da Igreja (Pentecostes, Dia da Reforma, Aniversário da Igreja, Ordenação e investidura de pastores e pastoras).
  • O roxo caracteriza as épocas do ano cristão dedicadas à reflexão, ao arrependimento e à preparação (Advento e Quaresma)
  • O preto caracteriza o período de luto (Quarta-Feira de Cinzas e Sexta-Feira da Paixão)
  • Verde é a cor da esperança, vida e crescimento (usado ao longo do tempo comum, a época após Epifania e após Pentecostes)
  • O azul claro indica a esperança e também pode ser usado no Advento.
 Gestos simbólicos:
  • Gesto de consagração dos elementos da Santa Ceia (Lc 22.19-23)
  • Lava pés ( Jo 13);
  • Imposição de mãos (1 Tm 4.14);
  • Os braços abertos para transmissão da bênção
  • O sinal da cruz representando a Trindade

Objetos simbólicos
  • A cruz: aponta para o amor de Deus por nós. É o principal símbolo cristão, pois aponta para a ação salvífica de Deus na história e a possibilidade da ressurreição. 
  • A água: símbolo do nosso novo nascimento e símbolo da vida.
  • A vela: representa a Palavra de Deus ( Sl 119.105);  Jesus, a luz do mundo ( Jo 8.12);  o Espírito Santo que desceu como labareda de fogo ( At 2.1-4)
  • O peixe: um dos primeiros símbolos utilizados pelos cristãos para se identificarem, especialmente na época das perseguições nos primeiros séculos.  A expressão “Jesus Cristo, Filho de Deus, o Salvador” em grego é: Iesous Christos Theou Uios Soter. As iniciais dessas cinco palavras formam uma nova: ictus, que significa “peixe” em grego.
  • A pomba: o Espírito Santo (Lc 3.21-22)
  • A videira e os ramos lembram que, como cristãos e cristãs, estamos ligados a Cristo (Jo 15.5).
  • O sepulcro aberto lembra a vitória de Jesus sobre a morte (Jo 20.1)
  • As letras “alfa”  e “ômega”, respectivamente a primeira e a última do alfabeto grego, indicam que Cristo é o princípio e o fim de todas as coisas e  a eternidade de Deus (Ap 1.8)
Se compreendermos o significado bíblico e teológico dos símbolos, eles não correm o risco de serem idolatrados, pois saberemos que eles apontam para uma realidade além deles. São importantes porque têm uma mensagem a transmitir. Por isso também não podem ser confundidos com objetos de decoração que mudam conforme a moda e o gosto de quem “decora a igreja”.
Os símbolos devem, portanto, ser escolhidos com argumentos bíblicos, seguir a tradição cristã e também espelhar a comunidade local, pois cada igreja está inserida em um contexto cultural específico.
As reflexões e sugestões aqui contidas querem servir de “inspiração” e não como “imposição” ou “padronização”. Cada igreja é livre e soberana, mas em matéria de símbolos litúrgicos seria bom pensar numa identidade litúrgica para todas as nossas igrejas, a fim de que, em qualquer igreja local da IPU, se possa perceber claramente que fazemos parte de uma comunhão maior. 
Agora, convido você a fazer, outra vez, uma visita ao seu templo. O que poderia ser modificado e inserido nele?

BILIOGRAFIA
ADRIANO, Odete Líber Almeida.  Símbolos na Bíblia. In: BORTOLLETO F., Fernando; SOUZA, José C. de; KILPP, Nelson (ed.) Dicionário Brasileiro de Teologia. ASTE: São Paulo, 2008.
ALVES, Rubem (org.). CultoArte: celebrando a vida.  Vozes: Petrópolis, 1999.
EMARD, Jeanne. A arte floral a serviço da liturgia. Paulinas: São Paulo, 1999
Manual do Culto da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Pendão Real: São Paulo [s.d.]
MARTINI, Romeu R. Livro de Culto. Sinodal: São Leopoldo, 2003.
NOÉ, Sidnei Vilmar. Símbolo. In: BORTOLLETO F., Fernando; SOUZA, José C. de; KILPP, Nelson (ed.) Dicionário Brasileiro de Teologia. ASTE:

quarta-feira, 16 de maio de 2012

‘Todos seremos transformados pela vitória do nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15,51-58)


Liderada e coordenada pelo Conselho Nacional de Igrejas- CONIC, terá início no próximo domingo, dia 20 de maio, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.  Inspirados pelo tema: “Todos seremos transformados pela vitória do nosso Senhor Jesus Cristo”. Cristãos e cristãs de todo o hemisfério sul estarão participando deste evento tão importante para a unidade da Igreja. O encerramento acontece no Domingo de Pentecostes, dia 28 de maio.
Durante essa semana, pessoas das mais variadas etnias, religiões cristãs e culturas estarão dedicadas à reflexão sobre a importância da unidade na diversidade. Irmãos e irmãs da Polônia, país marcado por histórias de sofrimento, mas também por muita coragem no testemunho de fé diante de inúmeros desafios, prepararam a semana de oração deste ano.


Um pouco de história

 A celebração da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos começou em 1908 por  or iniciativa do Ver Anglicano Paul James Wattson. Por ocasião da Conferência Missionária na cidade escocesa de Edimburg, em 1910 foram dados os primeiros passos para que a iniciativa do Rev. Wattson fosse assumida por todos os cristãos e cristãs e que a SOUC ocorresse anualmente em todas as igrejas cristãs.
A Conferência tinha como objetivo propor a unidade dos cristãos na missão. Para povos não cristianizados, era difícil compreender divergências doutrinais entre pessoas que seguiam um mesmo credo religioso, sob a égide de um só Cristo. Daí a proposta de criar uma unidade dialogal entre comunidades cristãs de diferentes tradições teológicas.
O princípio que regia essa ideia, em última análise, era simples: muito mais é o que nos une do que aquilo que nos separa (Mc 9.40). A partir de então, houve um esforço coletivo das igrejas presentes nessa conferência de exaltar o diálogo e minimizar o confronto, pois todos levavam a mesma cruz, o mesmo amor e, consequentemente, compartilhavam um só objetivo: anunciar as boas novas do Salvador (Mt 10.7).

Atualmente a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada por milhões de cristãos no mundo. O decreto sobre ecumenismo do Concílio Vaticano, promulgado em 1964, chamou a oração de alma do movimento ecumênico e animou a celebração. Em 1996, a Comissão Fé e Constituição, do Conselho Mundial de Igrejas, e o Pontifício Conselho pela Unidade dos Cristãos, do Vaticano, começaram a colaborar na elaboração de um texto internacional comum para uso em todo o mundo.

Desde 1968, esses textos internacionais, baseados em temas propostos por grupos ecumênicos existentes no mundo, são adaptados à realidade dos diferentes países. Aqui no Brasil, essa adaptação é feita pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil.

No hemisfério norte, o período tradicional para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é de 18 a 25 de janeiro. Mas no hemisfério sul, onde janeiro é tempo de férias, as Igrejas preferem outras datas para celebrar a Semana de Oração como, por exemplo, ao redor de Pentecostes.


Por que esta Semana é tão importante?

Em seu livro “Espiritualidade e Compromisso”, o teólogo luterano Nelson Kilpp dedicou um capítulo sobre a oração e apontou dez boas razões para orar. No caso específico da SOUC, o autor aponta que a oração aproxima-nos de outras comunidades de fé e afirma:

Na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, pessoas de diversas denominações oram em conjunto, em celebrações específicas ou, então, cada dia em outro templo da cidade. Nessa oração se expressa a consciência de que a unidade das igrejas de Cristo é uma obra produzida pelo Espírito Santo, à qual nós podemos dar visibilidade.
As orações ecumênicas representam mais do que o desejo de superar divisões, curar feridas e promover o encontro dos diferentes. Elas expressam a consciência de que todos nós, independente de nossa tradição religiosa, dependemos do mesmo Deus, que é a base de nossa existência[1].

Que esta Semana de Oração possa levar-nos, mais uma vez, ao encontro de outros irmãos e irmãs, e que, orando em conjunto, possamos dar testemunho de que estamos colocando em prática aquilo que afirmamos no Credo Apostólico: Cremos na comunhão dos santos – a una, santa, universal e apostólica Igreja. Amém e Amém.


                                Revda. Sônia Mota


BIBLIOGRAFIA

KILPP, Nelson. Espiritualidade e Compromisso: dez boas razões para orar, praticar a justiça, cuidar da criação, acolher o outro, compartilhar. São Leopoldo: Editora Sinodal, 2008.

Sites consultados:







                  




[1] KILPP, Nelson. Espiritualidade e Compromisso. p. 21.

sábado, 12 de maio de 2012

Mães que choram


 Para quem tem mãe e motivos para comemorar, hoje é dia de almoço em conjunto, de entrega de flores e presentes. Afinal, à exceção do Natal, esta é uma das datas em que o comércio mais lucra.
 Hoje é dia de mães abraçarem seus filhos e suas filhas e, emocionadas, se esquecerem dos sofrimentos e das angústias que eles lhes causaram. Tudo é esquecido e perdoado. As escolas, igrejas e empresas vão fazer festas e promover homenagens especiais.
 Mas, permitam-me quebrar este quadro tocante para lembrar outras mulheres que também são mães, mas não têm o que comemorar, porque seus filhos ou suas filhas lhes foram tirados do colo e da vida. As estatísticas mostram que, cada dia, dezenas de mulheres enterram um filho ou uma filha. Segundo o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), 13 adolescentes morrem diariamente por assassinato no Brasil. De 2006 a 2012, a quantidade de jovens assassinados superará 33 mil[1]. As estatísticas são tão alarmantes que a 15ª Assembleia Nacional de Pastorais da Juventude do Brasil, em 2008, criou a Campanha Nacional contra a Violência e o Extermínio de Jovens para denunciar o crescimento de jovens mortos em todo o país e propor ações que possam mudar essa realidade. [2]
 Pensando nestas mães que perderam seus filhos, lembro-me de outra mãe, que também passou por essa  dor. O nome dela? Rispa! A sua história está narrada em 2 Samuel 21, no Antigo Testamento[3].
Rispa foi uma das esposas do rei Saul e convivia com as intrigas palacianas. Após a trágica morte do rei, iniciaram seus dias de angústia. Apesar de não participar da vida política, ela se tornou vítima dos grandes e poderosos em sua luta pelo poder. Será que seu nome seria um prenúncio de sua aflição? Afinal, Rispa significa “pedra quente”, ou seja, a pedra aquecida ao fogo, na qual as mulheres assavam o pão. Na época do rei Davi, Rispa enfrentaria uma situação extremamente dolorosa (2 Samuel 21).  Era uma época de estiagem prolongada. Naqueles tempos, era costume atribuir catástrofes naturais a Deus. Também Davi pensava assim. De alguma forma, ele descobriu que a causa da estiagem podia estar relacionada a um crime praticado por Saul contra os habitantes de uma cidade chamada Gibeão. Nada sabemos sobre esse suposto crime.
 Para resolver rapidamente a situação, Davi pergunta aos moradores de Gibeão como esse mal poderia ser desfeito, de modo que as chuvas voltassem. Os gibeonitas exigiram, então, a morte de sete descendentes masculinos de Saul. Davi aceitou a exigência dos gibeonitas e deu-lhes dois filhos e cinco netos de Saul, que foram executados. Seus corpos foram expostos à execração pública no alto de uma penha.
 Os dois filhos de Rispa estavam entre os executados. O que faria essa mãe-viúva, cujos filhos eram seu único arrimo e futuro? O texto bíblico narra o seguinte: “Então, Rispa, filha de Aiá, tomou um pano de saco e o estendeu sobre a penha e não deixou que as aves do céu se aproximassem deles de dia, nem os animais do campo de noite, desde o princípio da ceifa até que sobre eles caiu a água do céu”.
 A enorme dor da mãe não consegue dobrá-la; ela não se conforma com a violência oriunda de divergências políticas. Ela não pergunta se seus filhos eventualmente têm algo a ver com o mencionado crime de Saul ou não. Isso agora é secundário. Ela faz algo inesperado: demonstra publicamente, através do luto, também sua rebeldia contra a injustiça dos poderosos. Ela leva seus trajes de luto – roupa de saco – para onde estão expostos os filhos mortos e espanta os animais e os abutres que querem atacar os cadáveres. Pois os cadáveres devem ficar insepultos, à vista de todos, até que sua morte alcance o objetivo almejado: o fim da estiagem.
 Em sua dor, Rispa não sofre silenciosamente. Através de seu luto realiza um protesto público, demonstrando sua inconformidade. Com seu gesto de amor aos filhos e sobrinhos mortos ela consegue comover, sem palavras, os transeuntes. Com o tempo – o texto dá a entender que podem ter sido até cinco meses –, até o poderoso rei Davi se convence de que eliminar pessoas inocentes por razões políticas não é a forma correta de governar.
 O protesto de Rispa, silencioso e pacífico, que escancara a crueldade de uma sociedade que não respeita a pessoa humana, surtiu efeito: conseguiu mover um grande rei a mudar sua postura política. A “pedra de fogo” queimou a consciência dos poderosos em seu jogo ensandecido pelo poder. Assim, outras mães não precisariam passar pela mesma dor e sofrimento.
 Peço licença para prestar uma homenagem a todas as mães que, no dia de hoje, não comemoram, mas choram pelos seus filhos e filhas mortos pela violência policial, pela violência do trânsito, pelos grupos de extermínio, pelos matadores da nossa sociedade. Mulheres como as Mães de Acari, mães da Praça da Sé, as Mães de Luziânia, que tiveram seus filhos assassinados ou que estão desaparecidos e que, hoje, não terão como presente um abraço, um botão de rosa ou um sorriso. Em vez de receber flores, muitas destas mães levarão flores para a sepultura dos seus filhos e suas filhas, outras continuarão nas praças ou nos programas de televisão, buscando sem cessar por seus filhos, apegando-se a um fio de esperança que impede que desanimem.
 A todas as Rispas o nosso respeito e solidariedade pelos filhos que não poderão abraçar!

Revda Sônia Mota – pastora da IPU
Pastor Nelson Kilpp- IECLB


[1] www.estadao.com.br
[2] WWW. .juventudeemmarcha.org
[3]  Cf. Nelson Kilpp. “Rispa”. Revista Novo Olhar. Sessão Retratos. Edição de janeiro de 2010.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

5º DOMINGO DO MÊS DE ABRIL


Nos meses em que haverá o 5° domingo, o culto será responsabilidade da classe dos adolescentes e jovens.
Ontem foi o 5° domingo do mês de abril e o culto foi  muuuuito abençoado.
Foi mais ou menos assim:

Animado
Diferente
Organizado
Litúrgico
Especial
Santificado
Cantante
Entrosado...
Novos louvores...  
Tão... tão...
Emocionante
Surpreendente

Espiritual

Jovial
Original
Valoroso...
Engrandecendo o
Nome do nosso
SENHOR JESUS CRISTO.


Fraternalmente,
presb. Marília Paim

sexta-feira, 20 de abril de 2012

João 11 - Ressurreição de Lázaro

A reflexão sobre o menor versículo da bíblia foi hoje, dia 15/04/2012, o tema do sermão do irmão Percílio Bispo.

JESUS chorou (João 11:35)

JESUS chorou por quê?
Por que amava muito seu amigo Lázaro que tinha morrido?!?
Por que viu o sofrimento das irmãs de Lázaro e o choro dos judeus?!?
Ou por que as pessoas não tinham fé?!?
Por quê??? Por quê??? Por quê???
As irmãs de Lázaro, Marta e Maria disseram que se JESUS estivesse com Lázaro, ele não teria morrido.
Será que é preciso que Jesus esteja fisicamente presente para que um milagre aconteça?
Se naquela época, quando Jesus ainda estava vivendo como homem ao lado das pessoas, elas podem ter entristecido a Jesus, ao ponto de fazê-lo chorar... Qual o sentimento que estamos fazendo Jesus sentir agora, no século 21???
Ora, sem FÉ é impossível agradar a DEUS... (Hb11:6)
Se as pessoas que viveram ao lado de JESUS CRISTO, só creram depois que viram o milagre. (João 11:45). Como nós podemos exercitar e sustentar a fé no mundo atual?
O grande desafio para nossa vida é esse: perseverar na FÉ, pois a FÈ é o firme fundamento das coisas que se esperam e prova das coisas que não se veem. (Hb 11:1)
Esperemos, pois, firmes na FÈ, confiando sempre, pois o SENHOR fez e fará grandes milagres...
Crês tu isto??? ( João 11:26)
O que temos feito então???
JESUS tem se alegrado ou tem chorado???
Eu particularmente, não quero fazer JESUS chorar novamente. ELE já sofreu muito por mim e por você.
ELE nos ama e quer que vejamos a glória de DEUS.
Basta apenas CRER e ainda que esteja morto... Viverá.  (João 11:25)
Crês tu isto??? (João 11:26)
Amém.

Abraços Fraternos,
presbítera Marília Paim