segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CONSAGRANDO A VIDA AO SENHOR DEUS

COMO VOCÊ VÊ A SUA EXISTÊNCIA?
Esta é uma questão de difícil resposta por não termos o habito de olharmmos constantesmente para a nossa realidade existencial. Para uns existir é correr atrás do que se deseja; para outros é refletir o que é que se deseja e o que isso significa para a sua vida. O apóstolo Paulo a vê como tempo de transformação que foi se sucedendo aos poucos(de perseguidor passou a ser um grande anunciador da palavra de Cristo). No estágio final dos seus dias ele a vê como oferenda a ser devolvida a Deus, de onde saiu. Este momento final de sua existência não é um vazio e um sofrimento, é sim um descanso, uma entrega àquele que lhe deu um novo ser. É essa relação com a vida que o faz entrar num tempo de serenidade e paz.
Segundo Lc 18.9, uns se viam cheios de justiças e de importância aos olhos dos outros e não percebiam que a sua existência estava fundamentada em princípios falsos, que eram a arrogantes e a prepotentes. Ao contrário, aquele que parecia nem ter existência própria, porque sua prática fora, durante muito tempo, de desonestidade e de roubo, é quem demonstra mergulhar mais profundamente em si mesmo e se reconhecer frágil, limitado e dependente de uma força maior, expressada sinceramente, ao dizer em sua oração que tivesse compaixão do pecador que era (Lc 18.13), revelando, assim, que a proximidade e o encontro com Deus somente acontece pela humildade de nossos corações.
O que justifica (Lc 18.14) nossas ações é a compreensão que temos sobre nós mesmos e sobre aquilo que faz parte de nossas vidas. A intensidade positiva do nosso viver com a família, revela à nossa existência que seu sentido profundo é amar, servir e perdoar. A forma perseverante de como vivemos nossa fé comunitária mostra-nos a convicção e a certeza que sentia Paulo na fase final de sua vida, de combatemos o bom combate e guardamos com muito cuidado esse tesouro despertado em nós que é a fé.
Portanto irmão e irmã, somos convidados a ver nossa existência como herdeiros dos propósitos do Criador. Para recebermos a coroa da justiça, dada a nós como recompensa, precisamos anseá-la, querê-la e buscá-la, e percebermos que é o Senhor quem nos mostra quem somos e então enche-nos de força (2Tm 4.17), para anunciar a todos que enxergamos agora, a nossa existência de maneira plena e feliz, porque fomos libertados das caricaturas que faziamos de nós mesmos, por desconhecer a sua essência. .    
(texto do Reverendo Luis Pereira)

Entregemos a nossa vida e a nossa existência  ao Senhor nosso Deus de forma completa e verdadeira e deixemos a direção dos nossos caminhos sob seus cuidados.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

AH, COMO EU QUERO...

  Cada manhã diante de Tua presença percebo que tenho muito a aprender, a viver, a cuidar, a sorrir, a celebrar... Mas, os compromissos diversos do cotidiano insistem em me afastar da beleza da Tua criação. Não tenho mais tempo de ouvir os pássaros que cantam a me alegrar. Não sinto o gosto do café e ou do pão... Pois, essa e outras práticas são feitas quase que mecanicamente, sem reflexão, sem estar por inteiro...
               Quero poder sentar à mesa da fraternidade sem tempo para levantar... Quero brincar em uma piscina até os dedos enrugar... Quero ouvir meu reggae e meditar... Quero ler um livro sem pressa de acabar... Quero dormir só mais um pouco ao lado de minha amada sem me preocupar... Quero jogar um dominó mesmo se for para passar...
              Quero ver as crianças na escola a estudar... Quero ver incentivo do governo para o salário do professor melhorar... Quero ver o pão na mesa do pião a trabalhar... Quero ver a saúde e a acessibilidade dando as mãos para dançar... Quero que cada brasileiro entre nessa dança... Quero que os marginalizados definitivamente tenham seus direitos garantidos e aplicados...
            Quero que as mulheres tenham salários dignos e não mais sejam agredidas... Quero que todos tenham a liberdade de exercer sua espiritualidade e ou religiosidade sem serem criminalizados... Quero que os muros das Universidades e das Igrejas caiam no chão, ... Quero que as praças encham-se de namorados, de crianças, de velhos, de justiça e dignidade... Quero que @s negr@s não sejam julgados e condenados pela cor de sua pele... Quero que os homossexuais não sejam agredidos e ou mortos pela intolerância e preconceito de muitos...
           Quero ver a alegria sorrindo para mim... Quero sentir o perfume de uma flor... Quero olhar as estrelas... Quero transformar essa realidade de morte... Quero sujar as mãos na construção de outro Brasil e ou mundo... Quero ouvir o som dos tambores anunciando: eis que faço nova todas as coisas!
          Quero ser de verdade no e com o mundo (quem sabe assim, minha vida tenha sentido). Sim, como eu quero... Fraternalmente,

Cláudio Márcio


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Começam cursos da AEPPI em parceria com o Sesc

“A visão e prática da AEPPI fundamentam-se na fé em Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, que ‘não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate de muitos’ (Mat 20:28), e que nos convoca a seguir seu exemplo (João 13) fortalecidos e orientados por seu Espírito (At 1:8)”.
 
A AEPPI – Associação Educacional Promocional Presbiteriana de Itapagipe – em parceria com o SESC – Serviço Social do Comércio – oferece os cursos de Arte em Retalhos, às quintas-feiras, e Decoração com Balões, às quartas-feiras, ambos das 13:30 às 16:30.
Maiores informações no tel.: 3013-2732, com a diaconisa Patrícia Araújo, coordenadora dos cursos da AEPPI.
Vale lembrar que já estão sendo oferecidos os cursos de vagonite, teclado e noções de técnica vocal aos sábados à tarde e violão às terças à tarde e sábados pela manhã.
Há também a perspectiva de retomarmos o curso de informática e iniciarmos mais um curso em parceria com o SESC, o de confeitaria.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Deus está aqui!!

Todos os dias, em todos os momentos Deus está aqui!

No seu pensamento, guiando seus movimentos, conduzindo sua vida, relembrando bons momentos.

Tudo o que acontece em nossas vidas, pode ter certeza, é uma ação de Deus!

As vezes coisas ruins (aos seus olhos) acontecem e você pensa que Deus não está com você, ou que foi culpa dele...

Bobagem! Mesmo nestas horas, Deus está te protegendo. Se Ele te tira algo, tenha certeza que virá algo ainda melhor.

Mas é preciso ter fé. Acreditar. Pedir e fazer por merecer.

Deus é justo! Deus é fiel a você!

E devemos ser fieis a Ele.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Um caminho exigente

Eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente.. ICor.12.31b

A vida cristã é um modo de ser onde a forma de nos relacionarmos expressa a consciência de que Deus nos chama a segui-lo e pede fidelidade de nós, que é afirmada sempre no caminho do amor.  De uma postura que exige de nós muito trabalho. Pois o amor é trabalhoso e requer muita dedicação.
     A espiritualidade cristã firma-se no cuidado, na generosidade, humildade, misericórdia e paciência, é sempre um movimento de nós mesmos para os outros. Nossa dificuldade é que esquecemos facilmente a razão maior da vida cristã, que deve ser vivida na vida de cada um de nós no seu cotidiano, família, emprego, casamento, nas aspirações e urgências da vida. Contudo há tantas solicitações, afazeres, compromissos, o tempo que corre, os sonhos, as metas, a visão, os projetos, um mundo de possibilidades, que acabamos ficando apenas na superfície de nossa religiosidade.
     Não há caminho fácil na via cristã, porquanto sempre a realidade da fé exige de nós algo mais, isso pode ser definido como o amor, que aqui é o contrário da indiferença, do egoísmo e do individualismo.
     Não é apenas naquilo que por vezes definimos como espiritual que encontramos o sinal do que seja amor. A oração, o estudo da Palavra, as dimensões dos bens rotineiros da fé como a devoção, os ritos, as doutrinas, as expressões da música, gestualidades, sacramentalidades não são um fim em si mesmas.Mas apontam para a nossa formação interior, de forma pedagógica a um caráter interior mais amoroso e disponível.
    É nessse entendimento que passamos a compreender que o lugar comum, essencial  da experiência do amor, no qual crescemos na fé, é a nossa própria vida diária,  na  qual experimentamos as lutas e desafios -  a vida cotidiana,  em nossa casa, trabalho e relacionamentos. Seja como pai ou mãe que ama seus filhos, por isso cuida destes, sabendo que como  são crianças requerem  atenção e dedicação, não apenas no sustento, mas no acompanhamento, supervisão e ensino de suas obrigações, responsabilidades e necessidades. Ou da família onde há idosos, um pai já com idade avançada que exige atenção dos filhos, quanto a andar, comer, se, caso tenha sofrido com algum doença crônica, necessitará de um cuidado redobrado, algo que consome por vezes, que cansa, porém que jamais abala as estruturas, pois sendo fruto de um amor, jamais perderá a alegria.

     O sofrimento tratado na perspectiva do amor passará a ser também uma fonte de amadurecimento, diálogo, e consciência de que todos necessitamos de todos, ninguém é auto-suficiente. Do nascimento à velhice recebemos cuidados dos outros. É aqui que olhamos que Deus nos chama como Rei que vem no Cristo na humildade de servo, não no poder imperial, mas no serviço, na força do amor. Para que nossa força não seja o poder, as armas, as posições que ocupamos, mas nossa entrega destemida através da fidelidade a Cristo expressa na perseverança no perdão, da palavra branda, da atenção às virtudes e no que há de bom nas pessoas, não nos  julgamentos, mas na escuta fraterna, no socorro aos gritos e choros daqueles que estão abandonados.

      Enfim, outro lugar onde o amor sempre é desafiado,   é na vida comunitária ou eclesial, um exemplo está na Igreja freqüentada por nós,   ali professamos a irmandade de todos e anunciamos que Deus não quer a destruição, mas a união em torno de um projeto de vida e sociedade chamado reino de Deus, que engloba mais do que uma confissão religiosa, um grupo, mas a vida em todas as suas manifestações , o cosmos, a natureza, os países e mundos diversos e diferentes que habitam nosso planeta. Mas que são vistos na ótica da gratuidade e não da competição ou da exclusão. Por isso oramos Pai Nosso. Mas neste santo lugar chamado comunidade. A tentação será sempre o poder, o fechamento e a imposição, a discriminação, a inveja e anulação do outro. Cabe o esforço para sempre apontarmos e trabalharmos pela união, comunhão e cuidado, a saúde de  nossas comunidades, só sendo possível na força do amor, que é  dom e virtude, de um lado força divina em nós, de outro disciplina exigente que só cresce no altar de um coração generoso, aberto e consciente, que jamais esquece aquilo que  afirmou  Antoine de Saint – Exupéry “ .O verdadeiro amor começa quando não se espera nada em troca”.Assim passamos a perceber que o amor é um grande discernimento que vamos trilhando nas escolhas  e percepções do que seja bom não apenas para nós mesmos, mas para todos.


Rev.Isaque Góes. Teólogo Protestante 
Membro do PEB - Presbitério Erasmo Braga

terça-feira, 19 de abril de 2011

CRISTO, O FILHO DO DEUS VIVO

        Cristo, filho do Deus vivo, confissão feita por Pedro a Jesus, vem mostrar que tipo de pastoreio ele assume. A região de cesaréia de Filipe tinha sido um santuário dedicado ao deus Pã, deus dos rebanhos e pastores, segundo o escritor judeu Flavio Josefo. Andando nesse lugar, com os seus discípulos, Jesus quer saber como o povo vê a sua ação como enviado de Deus. Este lugar também reflete a questão de soberania. O próprio nome, cesaréia, reflete a influencia dos Imperadores romanos denominados césares, e por sua vez a força do poder humano.  É aí que Jesus sente a necessidade de deixar claro que foi enviado para as ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt 15,24), como contraponto aqueles falsos pastores que enganavam e exploravam o povo, os romanos.
        São nestes lugares de poderes de reis, que são afirmados os propósitos de Deus, ao anunciar que venham até Ele todos os que estão cansados e abatidos pelo peso de seus fardos (Mt 11,28). Foi para que as pessoas pudessem entrar em contato com outro tipo de vida que Jesus veio. É vontade do Cristo, trocar os fardos que as pessoas carregam em suas vidas. Para isso precisavam ser fortes e romper com as forças da morte e acreditar plenamente naquele que veio trazer àquelas pessoas um outro tipo de reinado, o de Deus.
       O inicio desse rompimento era a aceitação de uma nova possibilidade que passava por uma profissão de fé: tu és o Cristo, o filho do Deus vivo. A frase “ tu és” era usada antes, para exaltar os imperadores, ela reconhecia a identidade dos imperadores como representantes da vontades dos deuses. Jesus responde a Pedro que para dar essa resposta ele não agiu pela suas potencialidades humanas, mas por inspiração de Deus.
        Portanto, irmãos e irmãs, todos nós podemos transcender nossa forma humana de conceber a vida e buscar na presença do Deus vivo que está em nós, o alivio e o alento para superarmos todos os nossos pesados fardos e carências.

(por Rev Luis Pereira dos Santos - IPU de Caetité)